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terça-feira, 21 de julho de 2009

Afinal, Crise ou Marolinha?

Brasília – Pela primeira vez em 2009 o empresário da indústria brasileira está confiante, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), pesquisa trimestral realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O ICEI teve uma recuperação de 8,8 pontos nesta edição na comparação com a pesquisa anterior, de abril, tendo subido de 49,4 pontos para 58,2 pontos. No mesmo mês de 2008, o indicador fora de 58,1 pontos. Pela metodologia da pesquisa, valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança e valores acima denotam confiança.
O indicador cresceu em julho entre os empresários dos três portes de empresas. Nas grandes empresas, o índice passou de 51,8 pontos em abril para 59,4 pontos em julho. No mesmo período do ano passado, o número era de 59,9 pontos. Entre as médias, cresceu de 48,8 pontos em abril para 58,5 pontos. Entre as pequenas, saiu de 46,8 pontos na pesquisa anterior para 56,2 pontos.
A expectativa dos empresários com relação aos próximos seis meses também melhorou, de acordo com o ICEI calculado pela CNI. Esse indicador ficou em 63,6 pontos em julho, ante 61,6 pontos no mesmo mês de 2008 e 57,6 pontos em abril. A expectativa do empresário em relação à economia brasileira saiu de 52,3 pontos em abril para 60,6 pontos na atual edição. Em relação à própria empresa, a expectativa para os próximos seis meses é ainda maior, tendo saído de 60 pontos em abril para 65,1 pontos em julho.
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Redução da Jornada de Trabalho. Bom ou Ruim?

Foi aprovada por uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados Proposta de Emenda Constitucional que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Seus principais defensores alegam que a redução gerará mais empregos. Porém a Confederação Nacional da Indústria discorda.
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A CNI afirma através de uma publicação denominada "Redução da Jornada de Trabalho - Mitos e Verdade" que ao contrário, a medida causará oneração da produção e que o impacto será ainda maior nas micros e pequenas empresas, que não terão condições de absorver ou repassar os custos provocados pela medida.
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A PEC também prevê o aumento do percentual da remuneração das horas extras de 50% para 70%.
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Para a CNI, dentre outras medidas, seria necessário reduzir salários para que a mudança se pudesse gerar novos postos de trabalho.
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